A prática do desapego

Uma música para ilustrar:

Chimarruts - Versos Simples
"Sabe já faz tempo que eu queria te falar,
Das coisas que trago no peito.
Saudade, já não sei se a palavra certa para usar,
Ainda lembro do seu jeito.

Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu,
E nenhuma riqueza deste mundo.
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão.
Te trago os meus versos simples,
Mas que fiz de coração.

Sabe já faz tempo que eu queria te falar,
Das coisas que trago no peito.
Saudade, já não sei se a palavra certa para usar,
Ainda lembro do seu jeito.

Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu,
E nenhuma riqueza deste mundo.
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão.
Te trago os meus versos simples,
Mas que fiz de coração."

 

A prática do desapego

Desde pequenos somos quase obrigados a nos apegar em algo. Em um travesseiro, um brinquedo, um filme.

A natureza se encarrega do apego aos pais. Aos amores. À vida.

Crescemos e não conseguimos parar de se apegar. Parece um vício. Apegamos-nos aos amigos, aos namorados, a casa, ao carro, a roupa, ao dinheiro ou uma simples jóia.

Passamos a vida apegada às coisas materiais. Sufocando as pessoas com tanto medo de perdê-las. Mas mesmo assim as coisas quebram, estragam, somem, são roubadas. As pessoas vão embora, mudam, morrem.

Percebemos então que se apegar não é tão bom assim. Deixa-nos preso, limitados, dependentes. O sentimento bom acaba virando dor.

Chega a hora da prática do desapego. Amar sem prender. Conquistar sem ter para si. Ter e deixar livre. Não ter, apenas usufruir. Viver livre ao invés de se agarrar em algo.

Fomos feitos assim, para andar, correr, o corpo humano da conta das necessidades, não precisamos de nada, a não ser de nós mesmos para alcançarmos nossa felicidade.

Somos capazes de conviver e vivenciar relações. Não precisamos ter alguém, apenas estar com esse alguém. Não são necessários os extras para tornar os momentos melhores. Com certeza nos gestos mais simples, mais sinceros, nos sentimentos mais verdadeiros, nas atitudes mais espontâneas, fazemos de qualquer lugar, um ótimo lugar, qualquer momento, um ótimo momento.

Se apegar para quê? Nada é eterno. E viva a prática do desapego!

Andréia Homem

10/11/08 19:32

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Um pensamento sobre “A prática do desapego

  1. Eu achei tão certo pra mim essas palavras…A prática do desapego…Estou passando por uma situação meio embaraçosa e o que eu precisava ler, ouvir, pois li e me ouvi…estava aqui e eu adorei tanto que coloquei no perfil do meu orkut!!! A gente não se conhece, ou melhor te vi apenas uma vez no Instituto Sepetiba…Sou prima da Carol Tuyanne e temos alguns amigos em comum!!!Enfim suas palavras cairam perfeitas pra mim!!!Adorei!!! Vc se expressa extremamente perfeita!!! rsrsrs

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