A arte de falar

Quem me conhece sabe que falar é um dom que Deus depositou no meu peito.

Até quando estava tímida e rejeitando as pessoas, mais ou menos uma criança anti-social, por medo, era só falar comigo que eu não parava mais de tagarelar.

Sempre considerei uma qualidade e também um defeito. É muito bom não ter vergonha e saber se expressar, se comunicar com o outro.

O diálogo salva grandes relações, sejam elas amorosas, políticas, de amizade ou familiar. Com ele solucionamos problemas, esclarecemos mal entendidos, clareamos o que nossas atitudes não conseguem demonstrar.

Mas a arte de falar também poder ser algo maléfico para nós. Sabe aquela hora que não deveríamos ter aberto a boca e pronunciado aqueles sons que certamente se voltarão contra nós? Então, é nessa hora que falamos demais, e conseqüentemente, estragamos tudo.

Sempre fui adepta de se manter uma relação aberta, com muito diálogo, nunca gostei de interpretar mal uma mensagem e nem de ser mal interpretada. Expor o que sentimos, pensamos e queremos é a melhor maneira de estar bem com nós mesmos.

Mas, partir do pressuposto que alguém vai adivinhar, ou imaginar, algo que nem sequer expressamos, é ignorância demais, nem todos são videntes e mães, que nos entendem com apenas um olhar.

E se até vidente e mãe erram, quem dirá o outro que com certeza não nos conhece o suficiente para saber o que se passa dentro da nossa cabeça.

Somos todos seres humanos, meros aprendizes, passíveis de mudanças e alterações bruscas de humor, gostos, vontades e até mesmo de personalidades. Somos todos errantes, que caem de rosto no chão e bate a cabeça na parede quantas vezes for necessária até achar a melhor forma de lidar com algo.

Tudo faz parte da louca e inexplicável jornada da vida, que independente de qualquer crença ou religião é surreal demais para entendermos.

Voltando ao foco da mensagem, falar é bom. Falar com sinceridade é melhor ainda. Coloco minha mão no fogo como após você ter falado algo que queria, mesmo não obtendo o resultado esperado, sentiu um alivio no peito, uma sensação de conforto, que não tem preço.

Fale, fale muito, fale pouco, mas fale. Se perceber que falou demais, peça desculpas, da próxima vez escute e observe mais antes de falar. Mas fale não se esquecendo de escutar, até porque, você aprendeu a falar escutando o que estava ao redor, então existe uma lógica muito grande para você ter ouvidos e ter aprendido a usá-lo antes mesmo de saber que sua boca funcionava para alguma coisa que não fosse comer.

Falo tudo mesmo. Sou Faladeira. Tagarela. Meu maior desafio? Aprender a hora certinha de falar, mas enquanto não aprendo, falo o que penso e sinto, falo o tempo todo, e com isso emociono, animo e além de aprender também ensino.

O primeiro momento

olhar

 

Sabe quando você sente borboletas voando no seu estômago? É meio clichê, mas é a melhor forma de expressar o famoso “frio na barriga”.

O seu coração dispara, as pernas ficam bambas, as mãos começam a tremer, você começa a suar e sentir frio, tudo ao mesmo tempo, o tempo parece girar, mas você esta parado, com o olhar fixo e vontade de sorrir, um sorriso nervoso.

Não sabe o que pensar, o que falar, onde colocar as mãos.

Mas ao mesmo tempo tem tanta coisa para expressar, tanta vontade contida no peito.

O primeiro sentimento, a primeira vez.

Sabe quando acontece o primeiro beijo? Quando você não sabe como o outro vai beijar e tenta fazer o máximo para que tudo se encaixe?

E o primeiro carinho? Só de passar a mão no seu rosto sua pele fica toda arrepiada.

Ah o primeiro sentimento!

O primeiro olhar, o primeiro sorriso, as primeiras palavras, os primeiros gestos, o respeito, a atenção, o carinho, Ah os primeiros momentos!

Esses momentos parecem mágicos, narrados a partir de um conto de fadas, o seu “Happy End”.

Não sei por que as pessoas têm tanto medo de recomeçar, de conhecer outras pessoas e viver o primeiro olhar de novo.

Renovar faz bem a alma, a você!

Recomece, deixe seu coração ser tocado, toque o coração de alguém, os primeiros sentimentos são os mais puros e ingênuos, tem segundas intenções, mas são completamente comandados pelo impulso e espontaneidade das primeiras.

Beijos, Andréia Homem.