Fobia do amor fem e masc

Estava navegando em  um portal de informações e me deparei com uma entrevista curiosa onde o escritor americano Steve Carter, autor do livro “Homens que não conseguem amar”, dá dicas para as mulheres aprenderem a não se relacionar com homens que têm medo de compromisso. Afinal esse “jeitinho” do homem é imutável.

Parei para pensar a respeito e percebi que conheço MUITOS homens assim. Têm medo de se relacionar, não se entregam, quando criam muita intimidade se afastam, mas além de tudo gostam de você e não sabem como lidar com essa situação.

Refletindo mais a fundo, também notei que conheço algumas mulheres que também são assim. Têm medo de se relacionar, não se entregam por inteira, ficam confusas, quando criam muita intimidade se afastam, mas além de tudo gostam de você e não sabem lidar com essa situação. O pior é que esses homens e mulheres se atraem!

Engraçado, porém terrível. Imagine se todos as pessoas que tiverem acesso ao livro do escritor americano, resolverem abrir mão do relacionamento, ou tentar esquecer essas pessoas que elas gostam, mas não sabem muito bem como lidar? Concordo que terapia é fundamental para essas pessoas perceberem que o problema esta com elas, e não com o outro, mas não acredito que largá-las de mão vá ajudá-las.

A fobia de relacionamento não é uma coisa nova e nem privilégio dos homens, ela atinge as mulheres, e muito. Com a liberdade expressiva conquistada, as enormes oportunidades oferecidas a todo instante, em todos os quesitos, tanto profissionais, quando pessoais, fazem com que a mulher também tenha medo de perder o seu “eu”, o seu “próprio” momento de satisfação e realização, quando passa a compartilhar uma vida amorosa a dois.

O medo precisa ser tratado com muita terapia, diálogo, vivência, paciência, e dedicação daqueles que nos querem melhor, e daqueles que nós queremos o melhor. Se relacionamento fosse fácil não seria uma das melhores formas de amadurecermos e aprendermos sobre a vida. Ele exige companheirismo, honestidade e entrega, e isso vai sair de dentro de você, e não de um livro ou da boca de um psicólogo/ terapeuta.

Tudo bem que eu concordo ser muito difícil tentar um relacionamento à dois onde apenas um faz por onde. Mas as vezes vale a pena tentar. E também concordo que se um não quer, dois não têm. Não adianta percebermos essas características na pessoa que gostamos, e fazer de tudo para ela melhorar, se ela não gosta da gente da mesma maneira. Perceber sinais e sentimentos é fundamental na batalha contra a fobia.

Boa sorte!

Beijos, Andréia Homem.

Um experiência alucinante.. enlouquecedora é melhor!

Hoje fui esmagada, quase jogada janela afora do ônibus (701 sentido Barra), exageros a parte, mas eu realmente fui pisada, amassada, sarrada, e sim esmagada, pensei que meus órgãos abdominais fossem sair pela minha boca.

Com toda a educação do mundo eu falei ao Sr. Parrudo que não dava para ele passar, que ele esperasse o ônibus parar que eu descia para ele saltar, e o que eu ouvi? “Mas eu preciso passar”. “Tudo bem senhor, eu vou dar passagem, espera o ônibus parar que eu desço!” Total em vão o meu esforço.

Cheguei à conclusão que ou eu sou invisível, ou elástica. E fiquei pensando, será que ele não sabe que dois corpos não ocupam o mesmo espaço? Que com educação eu desceria do ônibus e daria passagem a ele?

Realmente o transporte público está um caos. O motorista coloca 40 pessoas em pé em um microônibus que só cabe 15. Corre que nem um louco para tentar recuperar o tempo perdido no engarrafamento, cujo qual, não existe motivo para existir, não tinha acidente, blitz, obra, nada, só os motoristas que estavam com a vida ganha e queriam causar uma retenção.

Bom, voltando à experiência do horror diária, os passageiros tão culpados quanto o motorista e os maus motoristas da rua, colaboram com a falta de educação, higiene, não respeitando os idosos e as grávidas, não oferecendo ajuda para segurar bolsas, sacolas e mochilas, enfim, achando que eles são os únicos presentes naquele transporte dos horrores.

Isso acontece todo dia, toda hora. É um mix de erros que vem de todas as partes. As empresas deveriam por mais carros nas ruas diminuindo o excesso de pessoas e o horário de espera nos pontos. Os motoristas deveriam ser mais bem treinados para evitar as agressões, acidentes e assassinatos, todos em evidência nos jornais diários. As pessoas deveriam ser mais educadas, mais conscientes, mais humanas.

E a minha parte nisso tudo? Eu deveria aprender a dirigir logo, antes que eu morra sem ar, ou amassada, ou com a cara no vidro (devido as bruscas freadas), ou cheia de varizes de ficar mais de uma hora em pé, no calor, pensando, cadê o meu fusca? e porque não tem uma lixeira no ônibus?

 Beijos, Déia.