Surpreenda-se

Faça coisas que te dê medo.

Faça mesmo. Sinta a adrenalina percorrer seu corpo.

Arrisque. Teve vontade, então faça.

Seu corpo vai tremer. Seu coração vai acelerar. Suas mãos vão suar.

Tenha medo, mas faça. Não deixe para depois, nem para amanhã.

Se você está com vontade faça, e agora!

Expresse o que há dentro de você.

Coloque para fora tudo o que você reprime por medo.

Cante no Karaôke. Ligue para aquela pessoa que você morre de saudades. Diga para o mundo o quanto és feliz. Grite. Pule. Dance como se a sua vida dependesse desse ato para sobreviver. Fale tudo o que está entalado na sua garganta. Pinte os cabelos. Compre roupas novas. Beba até cair.

Faça tudo o que sempre quis, mas nunca se permitiu, por medo.

Hoje você pode tudo. Então faça sem pensar no amanhã.

Faça, eu te dou o aval para isso. E seja o que Deus quiser…

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Quem é o culpado?

Quem é o culpado? A pergunta que não quer calar, ou que já calou, ou a pergunta que na verdade não sabe como falar.

Existe algum culpado nessa história? Se existir culpado então, precisamos encontrar a vítima, a testemunha, precisamos dos fatos e também dos motivos que levaram ao culpado ser culpado.

Alguém tem culpa quando se apaixona? Ou alguém se apaixona por culpa de outro alguém? Quem é culpado ou inocente quando abre seu coração para uma paixão?

Sim há um culpado. Na verdade, dois culpados. Mas não só dois culpados, como também duas vítimas e mais dois corações inocentes.

Sou culpada por ser apaixonante e ter cegado alguém completamente racional. Ele é culpado por ser tão apaixonante que me fez abrir as portas do coração.

Na verdade ambos somos vítimas de bons momentos, boas gargalhadas, boas conversas, recheadas de inteligentes diálogos, ótimos beijos, boas trilhas sonoras, boas garrafas de vinho.

Somos vítimas das tentativas de uma cumplicidade à distância. Somos vítimas do desejo que chegou e repousou em nosso peito, ignorando todos os obstáculos que estavam por vir, todos os piores conselhos que nos imploravam por desistir.

Bom, não somos tão vítimas assim. Somos culpados por tomar decisões que nos fizeram chegar aonde chegamos. Somos culpados pelas atitudes que tivemos diante das situações.

Somos culpados e vítimas. Podíamos ter feito diferente. Podíamos fazer a partir de agora algo diferente. Optamos por deixar para lá. Optamos por nos esquivar do futuro. Podíamos ser a exceção e fomos mais um item nas estatísticas.

Ninguém é vítima e nem cem por cento culpado. Não há o certo ou o errado nessa história, só duas pessoas se relacionando e tentando fazer existir uma felicidade compartilhada.   

Não somos culpados, somos responsáveis por aquilo que decidimos fazer e sentir. Não somos vítimas, somos pessoas conscientes dos nossos atos. Não há corações inocentes, há corações que se admiravam e que tentaram se encaixar.