Porta Dura Cabeça Boa

No escuro não conseguimos ver se a porta está aberta ou fechada, mas mesmo assim se a necessidade surgir entraremos com tudo, arriscando tudo.

As vezes essa necessidade nos cega de tal forma que nem pensamos na possibilidade da porta estar fechada, queremos ela aberta, e vamos com vontade em sua direção, sem ter medo, sem pensar nas conseqüências, sem pensar em nada.

Estamos com vontade. É isso o que queremos. Somos corajosos. Não temos medo. Fazemos por hábito, por estarmos acostumados.

Então escutamos um barulho bem forte. Um barulho bem alto. A porta é de madeira e estava fechada. Sim, você não contava com isso, mas ela estava fechada.

Sabe o que gerou o barulho? Sua testa batendo na porta. Seus joelhos batendo na porta. Seu pé esmagando os dedinhos contra a porta. A porta de madeira acabou de te gerar dores.

Ela foi um obstáculo no seu caminho. E você não esperava por ele. Você quer xingar. Você quer urrar de dor. Você quer uma marreta para quebrá-la, por inteiro. Você pensa, “porque eu quis entrar aqui?”, era melhor não ter saído de onde estava.

Você está enganado. Você só precisa rir. Você só precisa acender a luz. Você precisava passar por ela, e por mais difícil que tenha sido, por mais dores que você possa ter sentido, você precisava passar por isso.

E passou. Você passou pela porta. Foi difícil. Foi inesperado. Teve conseqüências. Teve seqüelas. Mas você conseguiu. Sabe o que foi melhor? Você riu disso tudo.

Essa reflexão toda foi devido ao fato de eu estar no meu quarto vendo um filme, tudo bem escuro, a tarde caiu, a noite chegou, e eu precisava fazer xixi. Como eu nunca fecho a porta do banheiro, abri a porta do meu quarto e fui com tudo. Ouvi um barulho forte. Senti dores localizadas. E fui questionada do que aconteceu pelos familiares preocupados. Gargalhando eu contei: Dei com a cara na porta. Não sabia que ela estava fechada. Entrei com tudo e me dei mal.

Acho que a gargalhada e o bom humor evitaram a presença da lei de Murphy. Certamente se eu gritasse, ou me estressasse, outra coisa ruim aconteceria. Meus familiares acenderam a luz do corredor. Eu já estava fazendo o meu xixi. Rindo. Eu podia ter me estressado, mas preferi estar rindo.

Moral da história: Sempre existirão portas de madeira fechadas para reduzir sua velocidade. Sua vida é feita de decisões. Você pode rir ou se estressar. Com a gargalhada você garante a ajuda de terceiros. Com a gargalhada você garante uma boa história para contar e uma boa lembrança de como podemos ter tudo o que queremos independente dos obstáculos.

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