Ler ou Não Ler? Eis a questão…

A graça de encerrar um capítulo são as novas emoções que o próximo nos oferta. Confesso que bate uma saudade das gargalhadas, das lágrimas, das surpresas e da ansiedade que esse capítulo deixado para trás me permitiu vivenciar. Porém como saberei o final da história se tenho tanto medo de me desapegar dos versos e parágrafos passados?

Na verdade acho que todos temos medo de nos decepcionar com o final do livro e por isso nos agarramos ao que estamos experimentando em cada palavra que, uma a uma, vai gerando imagens em nossa cabeça, imagens únicas, que são extremamente particulares.

O início do livro é sempre um terreno desconhecido. Para me cativar basta me fazer rir na primeira página ou apenas me deixar muito curiosa. Depois é só me emocionar e fazer gargalhar novamente. Pouco ao pouco me envolvo com a história e me deixo levar. Vou me reconhecendo em cada personagem e, então, me proponho a entender o que eles realmente são.

A leitura vai se desdobrando e então eu me apego legal. Definitivamente uma boa leitura me conquista de uma forma que, mesmo feliz com o desfecho final, me pego triste pelo o seu fim.  Ficou bem saudosista, nostálgica, rindo sozinha, lembrando das passagens tão bem narradas na minha cabeça, um universo completamente meu.

Engraçado, acho que é exatamente assim que encaro a minha vida, como uma boa leitura de um livro. Cada capítulo final lido é uma inspiração para a próxima obra literária. Sempre tentando preencher um vazio pessoal, um vazio onde só as boas companhias, os bons momentos e as boas gargalhadas conseguem vitoriar mais um presente para a minha biblioteca batizada de Vida.

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