O primeiro amor

“Anna estava sentada na cama olhando aquela caixa de sapato lotada de papel de bombom, cartas, bilhetinhos, desenhos, fotos, resquícios de buquês de flores, laços de presentes, flyers de festas, etc. Cada momento romântico que teve durante a adolescência estava ali dentro, arquivado junto ás lembranças dos amores juvenis. Ela lembrou das inúmeras vezes que o seu coração acelerou ao ver o alvo de tanta paixão, cada sorriso nervoso ao encará-lo nos olhos, cada bobagem dita por não saber ao certo o que dizer. _ Definitivamente ficamos abobalhadas quando estamos apaixonadas! Por que ein? Pensou alto e deu um sorriso de canto. Se pegou deitada na cama, ao lado daquelas lembranças, com os pés encostados na parede, de olhos fechados e sorrindo um sorriso a toa. Sabe quando você está feliz a troco de nada? Quando nem mesmo a chata da sua irmã brigando por causa da bagunça no quarto consegue fazê-la parar de sorrir? É assim que ela estava se sentindo. Surgiu um flash em sua cabeça da época em que tinha nove anos, quando a sua melhor amiga andava com um relógio masculino no pulso, não era qualquer relógio, era o relógio do namoradinho dela e isso representava muito poder. Anna até podia pegar o relógio de seu pai emprestado e usá-lo, mas não era a mesma coisa. Essa era a mesma situação que acontecia nos filmes americanos, a menina bonitinha, porém nerd, que usava o casaco do jogador de futebol, o menino mais popular do colégio. Pura representação do amor e importância que uma vida tinha na outra! Ah o amor dos jovens, como são gostosos. O engraçado é que o filme sempre acabava ali, com adolescentes apaixonados e felizes para sempre. Isso geralmente não acontece na nossa realidade, pelo menos não na brasileira. Sorriu um sorriso a toa de novo, ela estava vestindo o casaco do seu namorado, Jorginho, e se sentiu exatamente com 15 anos, apaixonada e boba demais para não se permitir ser feliz. Usar o casaco dele e sentir o seu cheiro a fazia mais completa, mais segura, pronta para enfrentar o mundo. _ Por que as pessoas deixam a pureza do primeiro amor se perder no tempo e na idade? Se questionou. Não importa, Jorginho podia ser o seu décimo namorado, mas a paixão que sente no coração é a mesma do primeiro amor. É tão forte, firme, tão calma e acolhedora, é a experiência tempestiva da sua adolescência aliada ao amor maduro da sua idade. Sua paixão jovial voltou aos 30 anos, quando novamente se permitiu sentir o amor puro e apaixonado que só as boas relações podem oferecer. Anna descobriu o segredo da vida, hoje ela enxerga além do que a sociedade cobra e impõe. Hoje ela aprendeu a acrescentar a verdadeira e simples paixão no mais forte e sublime amor.”  

Nossos Pedidos

“A ruina do povo é do próprio povo. Nós somos os causadores dos nossos próprios problemas. […] Cada um só pode dar o que tem, se é ira, dá ira, se é amor, dá amor.” (Pastor Waldemiro)

Aquilo que pedimos a Deus nós pedimos com consciência? Estamos prontos para suportar qualquer consequência que possa surgir desses clamores? Eles estão livres do egoísmo? Do orgulho? Da nossa vaidade?

Reflita sobre o que você tem colocado como prioridade nos pensamentos. Esse objetivo te fará uma pessoa melhor? Trará harmonia e paz para a sua vida e a de todos os que estão ao seu redor?

Por que não pedimos força para resistir às tentações de ir pelo caminho mais fácil? Por que não pedimos luz para clarear nossas ideias, eliminando qualquer negatividade que possa nos cegar?

Porque pedimos as resoluções dos problemas sem precisarmos passar pelas provações que eles nos impõe. Isso é ruim, pois as lições que poderíamos aprender com essas situações se perdem no vento.

Por que não pedimos o desbloqueio do espírito para o amor, nos permitindo amar a todos sem esperar nada em troca deles? Por que pedimos coisas materiais, quando na verdade nada levaremos para o mundo espiritual quando fizermos nossa passagem?

Por um momento pare de se achar vítima. Pare de acreditar em injustiças. Pense um pouco mais no que você está emanando para a vida. Deus é justo e nos deixa livres para escolher o caminho que optarmos. Quem erra, mesmo que inconscientes, somos nós e não Ele.