The Help e O Ébano através dos Olhos Azuis

Histórias CruzadasOntem eu assisti pela terceira vez (ou quarta, não canso de assistir) o filme “Histórias Cruzadas” (The Help), que narra a história das empregadas negras na década de 60, em Mississipi.  

Skeeter, uma jovem recém formada – e fora dos padrões de beleza para conquistar um marido da época, que aspira ser escritora, se propõe a registrar a perspectiva dessas empregadas em relação as suas patroas (elite branca). 

Ela também faz parte dessa “elite”, mas possui uma enorme gratidão e respeito pelo trabalho dessas mulheres que cuidavam e criavam os filhos dos brancos, sendo estas, suas verdadeiras referências de mãe. (Sketter também foi criada por uma negra)

A história é linda e nos faz refletir sobre como o ser humano tem a infeliz capacidade de se julgar melhor do que o outro, a ponto de tratar outro ser humano como uma “coisa”.

O desrespeito e a ignorância desta “sociedade de brancos” é tão forte, que, para quem é livre de preconceitos e ama a todos da mesma forma, sem fazer distinção, como eu, sente nojo e vergonha por fazer parte de um mundo onde se enxergava (e muitos ainda enxergam) o negro como um ser inferior e não digno dos mesmos direitos que o branco.

Nós somos TODOS IGUAIS, independente da crença religiosa, da cor, do grau de instrução, da opção sexual e da conta bancária.  Somos TODOS filhos de Deus, com defeitos e qualidades, buscando uma evolução contínua. 

Enfim, por coincidência, uma amiga escreveu um texto, fazendo referência a um documentário, sobre essa situação do preconceito, e ele está tão bom que resolvi publicar aqui. Parabéns Suellen, se todos fizerem a sua parte, assim como você está fazendo, um dia, estaremos livres das amarras do preconceito, seja ele qual for! 

 O Ébano através dos Olhos Azuis

Por Suellen Sales

olhos-azuis-racismoEm um mundo globalizado, onde se prega o processo de aprofundamento da integração econômica, social, cultural e política, ainda podemos encontrar, em grande demanda, histórias relacionadas a preconceito.

No documentário “Olhos azuis”, fica-se evidente o drama de pessoas negras, que precisam enfrentar, a cada dia, “vilões” (preconceituosos), que insistem em desrespeitar seus direitos de ir e vir, como qualquer outro cidadão.

O racismo, sendo um conjunto de opiniões pré concebidas e que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade à alguns de acordo com a sua matriz racial, determina características de falta de capacidade, falta de inteligência, e falta de importância às pessoas negras desse mundo. Um conceito de desvalorização de pessoas menos favorecida, relacionada ao seu caráter.

Sabemos, que, hoje em dia, tentamos ultrapassar esses conceitos racistas, lutando para que esse preconceito venha a ser erradicado. Também é de conhecimento da maioria, que a diferença racial não nos torna melhor do que ninguém e que somos cidadãos e temos direitos e deveres nas mesmas proporções.

Portanto, devemos nos conscientizar de um respeito mútuo independente de raça, cor, religião ou qualquer outra característica que nos tornam, aparentemente, diferente do outro. E é por esse motivo, entre outros, que não devemos permitir o plantio e nem o cultivo das sementes do preconceito nesse mundo em constante evolução.

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