Vida de fases

ImageA vida é cheia de fases. Em uma hora você está feliz da vida com o seu namorado, que julga ser o homem da sua vida, o emprego novo e atraentes oportunidades para o futuro.

Já na outra, termina e fica arrasada, porque constatou que o cara era só mais um, que o emprego não era aquilo tudo que prometia ser e que as oportunidades se perderam em sonhos e vontades.

Paralelo a isso, no seu grupo de amigas, uma marca a data do casamento para daqui a um ano, a outra consegue a tão almejada promoção no trabalho e a terceira acaba de montar o próprio apartamento.

Tudo parece um conto de fadas, mas na vida das outras pessoas. Você se sente a irmã postiça da cinderela, enquanto as princesas no seu “happy end” finito curtem o baile de gala, com suas respectivas realizações pessoais.

Porém você não levou em consideração que a amiga que acabou de montar o apartamento fez isso, pois teve uma briga séria com os pais e foi convidada a se retirar. Também não atentou para o fato que a amiga que vai casar perdeu a avó há dois meses, mulher que a criou, e terá que passar por esse momento sozinha, sem a atenção e carinho daquela que sonhou em ver a neta subir ao altar.

É, a amiga que foi promovida precisou ser escravizada em demandas de serviços e longas jornadas de trabalho para lograr esse êxito e, enfim, encontrar um conforto e estabilidade financeira. Isso depois de abrir mão da família, dos amigos e da vida social.

Agora para e pensa! Você está aí reclamando dos próprios “problemas”, achando que tudo dá errado para você, que a maior preocupação do universo é conspirar contra os seus planos e sonhos.

Misericórdia, deixa de ser boba menina! Toda fase “ruim”, na verdade, é aquele elástico que te puxa para trás e logo em seguida te impulsiona para frente com velocidade, em um tiro certeiro, como se você fosse uma pedrinha em um estilingue, rumo a derrubar aquela lata de coca-cola em cima do muro, há metros de distância.

Essas fases te dão força e coragem para mudar. Readaptar. Desfazer. Inverter. Trocar. Optar por outro caminho. Então não tenha medo, porque hoje parece ruim, mas você sempre terá o “amanhã” para tentar de novo. Tentar melhor. Refletir. Mudar o ponto de vista.

Sorria para os seus desafios e o seduza com todo esse otimismo e determinação, que, mesmo que não saiba, tem escondido nesse peito, nessa cabeça, nessa alma. Vá, siga em frente, toda experiência é válida na arte de evoluir!

 

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Na dúvida…

Eu li por aí para não me acostumar com o que não me faz feliz.

Mas, se o que me faz tão feliz nisso, não me faz nada naquilo?

Deveria eu abrir  o jogo? Jogar para o alto, deixar para trás?

Nem tudo é perfeito.

Nem todos acertam em cheio.

Onde está o equilíbrio?

Não seria isso um egoísmo?

Deveria eu buscar a plenitude?

Exigindo o melhor, não me contentando com o quase lá?

Deveria o amor e o sexo andarem de mãos dadas?

A liberdade e o respeito não acabarem separadas?

Deveria eu aceitar a situação, mesmo incompleta?

Ou navegar por aí, sem rumo certo, a espera de encontrar a química correta?

Deveria a paixão estar ligada a amizade?

Deveria existir a paixão para intensificar a qualidade?

E o desejos, os sonhos, aqui tão quietos, guardados em meu peito?

Que de tão vulnerável, hoje, se encontra aberto?

Esperto, maduro, certeiro.

Hoje esse peito que sabe o que é, que testa os limites.

Que não desiste de se completar, de amar, de se doar, a espera de nada, a procura de nada.

Ou talvez tão confuso que não saiba o que valorizar.

Como se equilibrar…

Ou se vale a pena viver com a incerteza de que poderia mais, merecia mais.

Na dúvida se realmente se deixou amar.