Então eu…

Então eu chorei.

Chorei a dor de sufocar um sentimento tão puro e verdadeiro, por medo de expressá-lo.bracos-abertos

Chorei, porque não suportei a idéia de te amar assim, em pouco tempo, constatando minha irracionalidade.

Chorei por covardia. Eu, que sou uma menina tão determinada, me vi estática naquele táxi, sem coragem.

Sem coragem de reagir ao carinho da sua mão sob o meu joelho, ao seu olhar, visivelmente, apaixonado, ao seu sorriso de uma tarde bem aproveitada.

Fiquei ali presa nos meus pensamentos, no sentimento de angustia que apertava o meu peito e ardia meus olhos, no meu pânico de amar alguém tão bom, tão perfeito, tão livre.

Me recusei a falar. A te contar o que me apurrinhava.

Então deitada em sua cama eu chorei.

Chorei, porque não tinha outro lugar no mundo onde eu preferia estar, que não fosse em seus braços.

Mas de forma paciente você secou minhas lágrimas e me abraçou.

Falou em meu ouvido o quanto me amava, me admirava, me desejava.

A segurança que me passou foi tudo o que precisava para me permitir abrir a guarda.

Foi o necessário para que eu deixasse você me dominar por inteira. Cabeça, corpo e alma.

Ali, encostada em seu peito eu me sentia aliviada.

Depois disso eu aceitei. E vivi tudo aquilo que estava sentindo, de forma plena, completa, sem travas.

Então eu chorei, só que dessa vez foi diferente. Dessa vez chorei lágrimas emocionadas, lágrimas de felicidade, lágrimas que só quem ama e é amada sabe.

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