ELA APRENDENDO A SER SÓ ELA 2: Encarando o Vício!

men-will-happily-change-their-entire-personalities-for-the-love-of-a-good-woman-630-75(…) De repente ela escutou o estridente som do interfone, Marina que não esperava ninguém sentiu a pele esquentar. Ficou receosa, mas foi de encontro ao aparelho amarelado preso na parede do corredor.

_ Oi?!

_ Gatinha, sou eu, posso subir?

O mais difícil da reabilitação é encarar o seu vício e resistir a ele.

Marina sentiu suas pernas tremerem e suas mãos suarem. Apoiada na parede foi acometida por uma leve tontura. Com os olhos fechados foi capaz de ouvir os fortes batimentos do seu coração, ele estava disparado.

_ Peraí, estou descendo!

A cada degrau que Nina descia tentava se convencer que seria forte e madura o suficiente para resistir ao sorriso, as mãos, o abraço, e a insinuação dele de subir.

_ Oi Caca, tudo bom?

_ Gatinha eu sei que você não quer, mas eu preciso mijar, deixa eu subir, por favor?

_ Você atravessou dois bairros só para usar meu banheiro? Quanta honra ein! Tem um poste logo ali. 

_ Eu quero conversar com você. Mas eu realmente preciso mijar antes!

Marina empurrou o portão com com corpo e deixou que Carlos entrasse. Sabia que corria um risco gigante, mas como negar um banheiro a alguém?

_ Obrigada Gatinha, tava apertado! Tem água gelada aí? 

_ No lugar de sempre – Nina sentou no sofá e deixou que ele fosse buscar. Não daria brecha para acabarem na cama, então ficou aguardando-o na sala, mas de rabo de olho reparou que ele optou pelo mesmo copo de sempre, pela primeira vez naquele dia abriu um sorriso no canto da boca. 

_ Fala Carlos, o que você tanto precisa conversar?

_ Poxa gatinha eu respeito a sua decisão e se você não quiser mais me ver ou falar comigo vou me afastar. Sempre gostei muito de você e não quero te ver triste, nem te magoar. Mas sinto tanta a sua falta, queria muito que tudo fosse diferente, a gente se entende tão bem!

_ Ué, Carlos, você poderia ter feito diferente. Mas você escolheu ficar com ela e quando fez isso abriu mão de mim. Sinceramente não sei se foi pela chantagem, ou pela situação. Mas você não me deixou participar dessa escolha, você resolveu da forma como achou que teria que ser. E eu fiquei aqui, de protagonista a espectadora da sua vida. 

_ Não fala assim gatinha, fiz o que achava ser o certo! 

_ Então agora você vai lá e faz o certo. Fica só com ela e não corre para o meu corpo cada vez que a saudade aperta ou que você se arrepende. Não sou um consolo. Não sou a sua recarga de energias para voltar lá e aguentar mais um pouco. 

_ Bom, então é isso, já discutimos muito esse assunto, não há mais o que falar, não quero brigar com você. Você sabe que eu sempre serei seu amigo, né?

_ Também sempre serei sua amiga – Marina falou com uma voz já embargada pelo choro. 

– Vem cá gatinha – Caca a puxou e a abraçou. Essa decisão também doía muito nele. Mas ele não tinha outra alternativa. Amava Marina, mas não podia ficar com ela naquele momento, não dá forma que ela esperava. 

Com a cabeça encostada no peito de Carlos, Nina, que antes sentia o coração apertar, relaxou e chorou sua frustração. Como amava aquele homem. Como sentiria sua falta!

Ele era o pior dos vícios que já teve que tratar e seu corpo pedia por uma desintoxicação. Só que não tanto quanto pedia para ser amado por Caca. 

_ Olha para mim! 

Marina sabia, aquele olhar, não era qualquer olhar, não era desejo. Ele a amava e isso a consumia por dentro. Seu corpo tremeu, suas mãos suaram e ela se entregou mais uma vez aquela batalha.

Carlos a beijou de forma tão carinhosa e apaixonada que em menos de dois minutos eles já estavam onde ela mais temia, onde ela perdia a força e deixava de lutar, em sua cama…

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