Que sorte a nossa

amorTe desejo um amor neutro de segredos, de dúvidas e de medos.

Um amor que ao sentar um de frente para o outro, como em uma daquelas posições do Kama Sutra, seus olhos se encontrem e um sorriso sincero se abra.

Esse amor que é tão livre, que não pensa em nada, só sente.

Um amor que deixa a insegurança de lado e a falta de autoestima também.

Que seus pneuzinhos e os dele se encostem ao se aproximarem um do rosto do outro.
Te desejo um amor zeloso, cauteloso e amigo.
Um amor preocupado com o seu bem estar, amor que cuida quando você adoece.
Te desejo um amor sem “nojinhos” e “mimimis”.
Que não seja declarado a todo instante através da fala, mas que seja sempre lembrado pelo gesto, pelo toque, pelo olhar.
Te desejo um amor que te beije na boca, mesmo quando você não escovou os dentes, mesmo quando acabou de vomitar.
Um beijo na testa que representa a gratidão por você sobreviver a um mal estar.
Por você ainda estar ali.
Um beijo preocupado e que te respeita. Que quer o seu bem.
Te desejo um amor que não se encontra em todas as esquinas.
Que de tão simples, parece incomum.
Que ultrapassa grandes paixões e vence desafios difíceis.
Te desejo um amor que te repreenda e que te impulsione.
Que te faça parar de se achar vítima, que te diga VAI e desapega de tudo o que te prende e priva dos seus sonhos.
Te desejo um amor verdadeiro. Daqueles que nenhum filme de Hollywood soube retratar.
Amor do dia a dia, rotineiro.
Que nem sempre se faz presente em matéria, mas que está implícito em cada decisão, em cada atitude, em cada escolha.
Aquele amor inerente aos julgamentos, que vive na alma, nas duas almas.
Te desejo amor, todo o amor.

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Que amor é esse?

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E quantas vezes eu vou sentir essa necessidade de expressar o meu amor?
Um amor que se expõe através de pseudônimos.
Um amor que pega a via oposta do amor moderno e explícito das redes sociais.
Todos os dias eu penso e sinto.
Sinto esse sentimento tão grande, tão forte, tão pleno.
Sentimento que me cala para a audiência das pessoas.
Que me cega diante de outros possíveis amores.
É difícil te amar quieta.
E só tê-lo por uns momentos.
Mais difícil ainda é ter seu cheiro impregnando o meu corpo depois de tanto êxtase compartilhado.
Que difícil querer gritar a todo instante o Amor que me inunda.
Querer ouvir a sua voz que me acalma.
Querer sentir a segurança que só o entrelaçar das nossas mãos me proporciona.
Uma segurança que só em ti encontro, mais conhecida como confiança.
Por que falar se ninguém pode saber? Contar o que pertence a nós dois? Declarar as dores e alegrias que você provoca no meu corpo?
Que amor é esse que não aguenta viver na sombra? Que busca a luz do seu olhar para brilhar?
Amor tão puro. Tão livre. Tão sincero.
Um amor ingênuo, intenso, forte.
Esse amor que é só meu, só seu.
Tão nosso.
Amor proibido de existir, mas que é tão vivo em nosso peito, em nossa memória, que sobrevive na esperança de correr o mundo nessa vida, ou, quem sabe, na próxima.