Em um segundo… o último segundo.

Eu sempre tive medo que nossas vidas fossem interrompidas em um segundo e eu não pudesse te dar a certeza do quanto te amo.
Ou, deixando a carne para libertar o espírito, não pudesse ter a certeza do quanto me amou, ou ainda ama.
Na minha crença a existência é eterna.
Não é na matéria que termina.
Nem é da noite para o dia.
Com o foco na razão, sei que sempre haverá um amanhã para todos nós.
Mas o meu desejo.
O meu corpo.
Minha mente.
A minha alma.
São todos impacientes.
Ansiosos.
Te querem aqui e agora.
Não compreendem a tua fuga.
A tua frieza.
Os teus medos.
Não compreendem você preferir ir ao ficar.
Escolher me magoar só para não se arriscar.
Cada minuto a menos é uma oportunidade perdida.
E esse é o único extremo que me inquieta.
Não vivo todos os dias como se fossem o último.
Mas queria viver todos os meus dias sabendo que você está do meu lado, aprendendo e ensinando.
Sendo o meu melhor amigo.
Me amando.
Mesmo que este fosse o último segundo.
O último segundo compartilhado.
A primeira jornada de muitas.
Afinal, o encontro das nossas almas já estava predestinado.

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