Coisas da vida!

Quando gostamos de alguém fazemos o possível para enxergar no outro o mínimo de reciprocidade nos sentimentos. Percebemos atitudes, gestos, escutamos atentamente as palavras ditas, sempre na esperança de encontrar o menor dos sinais que diga a você: “é eu também sinto”.

Eliminando os exageros da percepção, todos elaborados pela esperança e ilusão do nosso cérebro, realmente dá para sentir no outro quando ele nutre algum sentimento por você, sendo ele positivo, ou até mesmo negativo.

Quantas vezes recebemos aquele olhar que sorri, que tem medo de falar algo, e acabar falando besteira, aquele olhar que te respeita, aquele olhar que te venera, mas mesmo assim continua sendo um olhar distante.

Quantas vezes você percebeu aquelas atitudes características de quem quer chamar sua atenção, mesmo te desagradando. Atitudes sinceras, que mesmo sendo tomadas com cautelas e medo de serem descobertas, entregam o que o nosso interior não consegue conter.

Quantas vezes ouvimos frases curtas e grossas, mas que no fundo expressam o medo do envolvimento, ou a experiência do passado que tanto o fez sofrer. E quando o medo enfim da uma trégua escutamos a sinceridade sobre quem é aquela pessoa, e então entendemos o porquê gostamos dela.

Mas quando os sinais são negativos, vêm com a falta de respeito, com a intenção de magoar, e nas atitudes encontramos a falta de sensibilidade e nenhuma vontade de ser flexível e acabar tratando você como você deve ser tratado, sim está na hora de congelar esse sentimento e guardá-lo em uma caixinha, que vai ficar escondida para sempre dentro de uma gaveta velha que mal é utilizada.

Nada justifica a falta de respeito, a falta de consideração com o próximo. Nenhum medo nosso pode interferir e provocar a tristeza do outro. Por isso não permita que a indiferença do outro, as palavras rudes e grosseiras, as atitudes mais infantis, te faça sofrer.

Lembre-se que sempre existirá àquele ou aquela que te olhará com carinho, paixão e respeito, que te observará feliz, que tomará atitudes de homem e de mulher, e te fará a pessoa mais completa e contente do mundo.

 Beijos, Déia.

Fobia do amor fem e masc

Estava navegando em  um portal de informações e me deparei com uma entrevista curiosa onde o escritor americano Steve Carter, autor do livro “Homens que não conseguem amar”, dá dicas para as mulheres aprenderem a não se relacionar com homens que têm medo de compromisso. Afinal esse “jeitinho” do homem é imutável.

Parei para pensar a respeito e percebi que conheço MUITOS homens assim. Têm medo de se relacionar, não se entregam, quando criam muita intimidade se afastam, mas além de tudo gostam de você e não sabem como lidar com essa situação.

Refletindo mais a fundo, também notei que conheço algumas mulheres que também são assim. Têm medo de se relacionar, não se entregam por inteira, ficam confusas, quando criam muita intimidade se afastam, mas além de tudo gostam de você e não sabem lidar com essa situação. O pior é que esses homens e mulheres se atraem!

Engraçado, porém terrível. Imagine se todos as pessoas que tiverem acesso ao livro do escritor americano, resolverem abrir mão do relacionamento, ou tentar esquecer essas pessoas que elas gostam, mas não sabem muito bem como lidar? Concordo que terapia é fundamental para essas pessoas perceberem que o problema esta com elas, e não com o outro, mas não acredito que largá-las de mão vá ajudá-las.

A fobia de relacionamento não é uma coisa nova e nem privilégio dos homens, ela atinge as mulheres, e muito. Com a liberdade expressiva conquistada, as enormes oportunidades oferecidas a todo instante, em todos os quesitos, tanto profissionais, quando pessoais, fazem com que a mulher também tenha medo de perder o seu “eu”, o seu “próprio” momento de satisfação e realização, quando passa a compartilhar uma vida amorosa a dois.

O medo precisa ser tratado com muita terapia, diálogo, vivência, paciência, e dedicação daqueles que nos querem melhor, e daqueles que nós queremos o melhor. Se relacionamento fosse fácil não seria uma das melhores formas de amadurecermos e aprendermos sobre a vida. Ele exige companheirismo, honestidade e entrega, e isso vai sair de dentro de você, e não de um livro ou da boca de um psicólogo/ terapeuta.

Tudo bem que eu concordo ser muito difícil tentar um relacionamento à dois onde apenas um faz por onde. Mas as vezes vale a pena tentar. E também concordo que se um não quer, dois não têm. Não adianta percebermos essas características na pessoa que gostamos, e fazer de tudo para ela melhorar, se ela não gosta da gente da mesma maneira. Perceber sinais e sentimentos é fundamental na batalha contra a fobia.

Boa sorte!

Beijos, Andréia Homem.