Confie

kardecHoje, ao final de uma bela palestra sobre Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita no mundo, passamos ao momento dos passes.

Músicas celtas e francesas tocavam ao fundo. São minutos de silêncio e entrega, onde os médiuns vão se posicionando e revezando para aplicar passe nos visitantes. É quando eu fecho os olhos e converso com Deus. Com Jesus e os amigos de luz.

É comum eu chorar durante essa troca. E hoje não foi diferente, lágrimas escorriam dos meus olhos, enquanto eu harmonizava com o ambiente e sintonizava com o outro plano. Tudo isso guiada por uma trilha sonora que pacifica mente e coração.

Minhas lágrimas, ora calmas, ora mais intensas, não eram por tristeza ou dor, mas sim pela gratidão da proteção e das lições que o plano espiritual me proporciona – todos os dias.

Chorei porque pedi força para encontrar a minha voz, o ponto que precisa sair de dentro de mim.

Chorei de alívio, porque a minha solidão material é prova. É o silêncio que eu preciso para me encontrar. Do contrário, minha voz se calaria por medo de se expressar.

Eu nunca estou sozinha. Eles sempre estão comigo, segurando a minha mão, iluminando a minha mente e o meu caminho.

As lágrimas, teimosas, escorriam face abaixo. A comunhão com a energia divina faz isso, lava tudo. Alivia. Cura. Renova.

Quando eu estava preparada para abrir os olhos e romper o diálogo silencioso, senti duas mãos segurarem nas minhas. Eram as mãos da médium, que eu nem sabia que estava diante de mim.

Aquele toque. Aquele carinho e troca de energia me acolheu a alma, aquietou as minhas angústias e questionamentos. Sua palavra está ecoando em mim até agora. Ela disse “CONFIE”.

Eu sorri e entendi o recado à minha prece. E mais uma vez agradeci. Porque como disse antes, embora eu esteja sozinha no plano material, minha solidão tem excelentes companhias espirituais. Minha solidão me ensina a valorizar cada companhia de luz, que encarnada, se aproxima de mim.

Tudo tem o seu tempo e a sua maneira de acontecer. Eu só preciso respeitar, compreender e, principalmente, CONFIAR. E que assim sempre seja!

dwkfdc4mapm

Anúncios

730 dias ou 105 semanas.

bodas de algodãoÉ esse o (nosso) aniversário que comemoro hoje, sozinha. Dois anos que minha vida virou de cabeça para baixo, que dei início a um sentimento que não consegue encontrar um ponto final.

Dois anos de amores e dores. De sorrisos e lágrimas. De tesão e de saudade. De sonhos e frustrações. De abraços e mensagens. De declarações e desentendimentos. 

Há dois anos me permiti. Me deixei levar. Me entreguei já no primeiro beijo. 

Entreguei não só o meu corpo e a minha guarda, entreguei junto a minha alma.

Há dois anos lembro de você todos os dias. São 730 dias sem conseguir te esquecer. 

Quando acerto e quando erro. Quanto sigo em frente e conheço um novo alguém. Quando desejo sua companhia, ou me jogo em novas aventuras.

Incrível o efeito que as suas mãos puxando meu corpo de encontro ao seu, naquele dia quente de verão, deitados como amigos, teve sob o meu coração.

Das dúvidas, dos medos à certeza. Da certeza as notícias do fim e da minha eterna desilusão.

Tudo ficou muito diferente. Tudo na minha vida ganhou nova conotação.

Depois dos seus olhos encarando os meus enquanto seu corpo penetrava minha pele. Depois do seu carinho e intensidade. Depois do seu desejo e cuidado. Nada, nada voltou ao que era antes.

Do sexo, você me ensinou a fazer amor.

Na vida, você me deu uma nova inspiração.

Quilômetros separam nossos corpos. Um abismo separa nossa paixão.

E mesmo assim. Dois anos, ou 730 dias, ou 105 semanas depois, Carlos, você continua dominando não só o meu pensamento, como também o meu coração. 

Ps.: Tenho certeza, eu ainda te amo. Feliz bodas de algodão!