Me chame em pensamento. Cê sabe, eu vou agora…

mala
“Vou começar com uma pergunta boba. Será que dá pra gente voltar no tempo? Ultimamente fico mal à toa. Ta sobrando apego faltando entendimento. Me desculpa se eu não entendi, ta demorando pra ficha cair.
_ É Jorge&Matheus, o que será que aconteceu com a gente? – Marina perguntou para os cantores da sua playslist, enquanto olhava a foto que Caca tinha acabado de postar no Facebook.
Mal resolveu curtir a foto dele e – Minha Gatinha, que saudade de você! – 15 segundos depois surgiu aquela notificação pulando na tela do celular. Era ELE. AQUELE, o único que tirava o seu ar e fazia o seu teto girar. 
Eu só queria você, só pensava em você.
Ainda pensava todos os dias e todas as noites nele. Sentia a mesma coisa, desde aquele beijo, o primeiro, no Mirante do Roncador. Lágrimas inundaram o seu olhar apaixonado.
Mas ainda tem coisas pra me arrepender. E eu vou dizer. Me arrependi de não ter te abraçado outra vez. Não ter te beijado uma última vez. Não ter te olhado outra vez. Ficar acordado até depois das 6. Só pra ver o sol nascer, sonhar os sonhos mais loucos com você. 
_ Sabe de uma coisa, chega de ficar chorando aqui, sentindo essa falta sufocante de você! Porque se depender de mim, Carlos, desse arrependimento eu nunca vou morrer.
viajarPassagens Compradas. – Não importa o que aconteça, eu vou te ver!
Marina declarou em voz alta enquanto enxugava as lágrimas que insistiam em cair.
Tomou um banho. Jogou uma muda de roupas na mala e saiu determinada a reconquistar o seu grande e verdadeiro amor.
Não aceitaria um não como resposta.
Não ficaria um dia a mais sem sentir a sua pele encostando na dele. Sem sentir os lábios dele roçando no pescoço dela. E suas mãos tão firmes agarrando a sua cintura, de conchinha, convidando-a para mais uma sessão de sexo.
O coração de Marina estava acelerado. Seu peito subia e descia rápido denunciando uma respiração acelerada. Uma respiração ansiosa que fazia suas mãos suarem.
Sentia uma espécie de choque pelo corpo, fruto da tensão emocional que estava passando.
Tinha tanto medo de que ele não gostasse mais dela.
Medo de que ele partisse o seu coração mais uma vez.
Mas agora não tinha mais volta. Já estava no táxi a caminho da casa de Caca.
Não sabia nem o que ia falar, mas tinha plena certeza do que ia fazer: ia convencê-lo de que nada no mundo era mais importante que eles dois.
Nada era mais importante do que eles estarem caminhando juntos na superação dos obstáculos, nas pequenas e simples alegrias do dia-a-dia.
_ Moça, nós chegamos, a corrida ficou em R$ 46,70.
Do vidro fumê daquele Santana antigo Marina pode sentir todo o corpo tremer. Os 37ºc daquela manhã de sol carioca não eram capazes de acalmar o frio que sentia na barriga.
Respirou fundo. Abriu a porta e desceu.
É agora ou nunca, pensou olhando para o céu e secretamente pedindo forças a Deus para encarar aquela batalha na luta pelo amor.
Tocou o interfone uma. Tocou duas. Na terceira vez pensou em desistir, mas foi exatamente quando ele atendeu.
Aquela voz rouca, de sono, inconfundível resmungou: Oi, quem é?!
_ Carlos, sou eu, Marina.
Quem sabe ainda é tempo
Pode ser a qualquer hora
Me chame em pensamento
Cê sabe, eu vou agora”

 
 

730 dias ou 105 semanas.

bodas de algodãoÉ esse o (nosso) aniversário que comemoro hoje, sozinha. Dois anos que minha vida virou de cabeça para baixo, que dei início a um sentimento que não consegue encontrar um ponto final.

Dois anos de amores e dores. De sorrisos e lágrimas. De tesão e de saudade. De sonhos e frustrações. De abraços e mensagens. De declarações e desentendimentos. 

Há dois anos me permiti. Me deixei levar. Me entreguei já no primeiro beijo. 

Entreguei não só o meu corpo e a minha guarda, entreguei junto a minha alma.

Há dois anos lembro de você todos os dias. São 730 dias sem conseguir te esquecer. 

Quando acerto e quando erro. Quanto sigo em frente e conheço um novo alguém. Quando desejo sua companhia, ou me jogo em novas aventuras.

Incrível o efeito que as suas mãos puxando meu corpo de encontro ao seu, naquele dia quente de verão, deitados como amigos, teve sob o meu coração.

Das dúvidas, dos medos à certeza. Da certeza as notícias do fim e da minha eterna desilusão.

Tudo ficou muito diferente. Tudo na minha vida ganhou nova conotação.

Depois dos seus olhos encarando os meus enquanto seu corpo penetrava minha pele. Depois do seu carinho e intensidade. Depois do seu desejo e cuidado. Nada, nada voltou ao que era antes.

Do sexo, você me ensinou a fazer amor.

Na vida, você me deu uma nova inspiração.

Quilômetros separam nossos corpos. Um abismo separa nossa paixão.

E mesmo assim. Dois anos, ou 730 dias, ou 105 semanas depois, Carlos, você continua dominando não só o meu pensamento, como também o meu coração. 

Ps.: Tenho certeza, eu ainda te amo. Feliz bodas de algodão!